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Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Com que então dar a outra face...

17.04.12publicado por Gato Pardo

Nunca fui um gato com grande fé na igreja.

É verdade que passei uns tempos na catequese mas como passava mais tempo a mirar as miúdas que a temer que Deus me desse cabo do canastro por desejar ardentemente quase todos os pecados mortais, não fiquei por lá muito tempo.

As poucas vezes que assisti à missa de Domingo fui de arrasto com a família e algumas vezes, sob ameaça de arma de fogo o que sempre achei ser um acto pouco católico mas enfim...

Acredito que Deus é um gajo porreiro. Afinal de contas, inventou o vinho sacramental (embora esteja por apurar o grau do dito, não deixa de ser vinho martelado), as freiras (e os respectivos fetiches com as ditas ou para os amantes de animais, com pinguins...) e o confessionário, que é sempre um sítio porreiro para um gajo bater uma sorna (os mais aventureiros provavelmente são capazes de ir para lá bater uma, sei lá. Por via das dúvidas, é melhor levar sempre um pacote de lenços de papel, just in case).

No entanto, por muito porreiro que ele possa ser (e eu admito, tenho uma certa simpatia por velhotes de barbas brancas) não é perfeito.

Segundo algumas mulheres que conheço, a perfeição tem o nome de George Clooney. Sempre imaginei que a perfeição não teria porcos de estimação mas não sou eu que vou contradizer um bando de mulheres. Isso é estar a pedir para levar um enxerto de porrada.

Nunca entendi bem aquela coisa do dar a outra face.

As pessoas que me conhecem sabem que para além da personalidade irascível, sou rancoroso QB. Não que considere isso um defeito, simplesmente que tenho boa memória. Muito boa memória.

O meu rancor é sui generis. Não tenho aquela postura tão feminina de deixar a coisa cozinhar em lume brando durante anos a fio se necessário para depois aplicar o golpe de misericórdia. Isso implica paciência (que não tenho), planeamento (que odeio) e um quase ódio visceral (que dá uma trabalheira do caraças).

Dar a outra face soa-me a algo tipo "deixar alguém passar impune perante uma atitude consciente de prejuízo a outrém".

E que eu saiba, a não ser que se pertença a uma seita qualquer de ingenuidade extrema, ninguém gosta de levar na peida dum chico esperto qualquer.

Soluções?

Bem, por muitos Avé Marias e Pais Nossos que se rezem, duvido que os mesmos consigam atrair um meteorito de dimensões consideráveis para o eixo gravitacional da Terra e acertar em cheio nos cornos dos ditos chicos espertos (para além dos danos consideráveis na localidade onde o dito chico esperto se encontrasse na altura do embate).

Donativos à Igreja também não são solução. Principalmente agora que vão deixar de ser dedutíveis no IRS...

O karma, esse sim, funciona.

Acredito piamente no dito. O meu também não é grande coisa (por alguma razão vou arder no inferno) mas comparado com o de algumas pessoas, estou mais que safo.

Existem pessoas que não colhem o que semeiam. Simplesmente levam com um tornado nos cornos que lhes vira a vida do avesso.

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